Fotografia, Suzana Guimarães

segunda-feira, 5 de junho de 2017


Doeu-me vê-lo naquela gravação de segunda, correndo, naquela avenida escura, sozinho, perdido, desesperado, sujo, doeu muito e desde então, desde ontem, eu volto-me para ele, estendo invisível mão, alguma oração e um pedido aos céus.

Em seus anos de total anonimato, eu me lembrava dele, às vezes, e o imaginava... Foi triste vê-lo. Eu poderia tocá-lo, levemente, no escuro de todas as suas noites, eu poderia chorar um pouco por ele.

Junho, 5

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