Suzana Guimarães Lily, by LRGM

sábado, 30 de abril de 2016

Sou boba. Tenho pena dos homens doces que não são devidamente amados - mas correm atrás. Faz dó. As mulheres se garantem muito mais. Homem mal amado chega a feder, vira um bicho, se descuida totalmente. Mulher faz justamente o contrário, sobe no salto e fica.


Vamos consertar isso! Tenho dó, não! Trouxa merece sofrer mesmo! Pior ainda é trouxa que gosta do tecido dos mais vistosos. Paga o preço, então. Não há mais lugar neste mundo para adultos inocentes. Não sei dizer se feliz ou infelizmente.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Eu seria extremamente feliz se não tivesse que falar em Inglês. Se um dia eu voltar para o Brasil é por causa da língua. Ficarei dois anos consecutivos aqui. Vou explodir. Ouço as músicas em Inglês, mas penso o tempo todo em Português e até faço frases longas, mentalmente, enormes monólogos em Português. Nem o Inglês tão lindo dos meus filhos salva-me.

Abril, 29

domingo, 24 de abril de 2016

Sobre chão de verdade



(por Suzana Guimarães - via celular)

Saudade daquela viagem, das estradas, do pó, da chuva, das inúmeras brigas; do caminho, do que eu sentia, do que eu esperava, do que encontrei. Saudade daquele povo estranho de olhar desconfiado que me lembrou o meu próprio, encravado naquelas montanhas daquela terra também úmida; saudade da moça teimosa do GPS, dos hotéis, da falta de sentido sobre o que é tempo além do exigido pelo sono e pela fome. Pelo cansaço. Saudade de ser minha por horas, por dias. Saudade de contravencionar. Saudade do momento exato em que torno-me um ser único, independente, sem pai, nem mãe, sem passado e presente, que acontece a partir da vigésima hora.

Não tenho pena dos andarilhos. Tenho dó é dos enraizados! 

É assim quando se pega a rota pela terra. 



Abril, 2016

sábado, 23 de abril de 2016

Eu não fotografo. Eu escrevo. As imagens que faço e compartilho são obras de amadora assumida. Não me dou créditos e títulos que não possuo. Fotografo por impulso e, por impulso, publico fotos muitas vezes sem retoques, naturais, eu sem retocar o batom, eu sem batom, minhas olheiras e eu. Publico também fotografias que fiz sem sequer abaixar o vidro do carro. 

Mas, eu escrevo, não é? E sou boa dona da palavra. Sei manipulá-la, sei usá-la, como se jogasse cartas em uma mesa de pôquer (meu pai era ótimo nessa mesa!). 
Pois, eu escrevo, e, quando escrevo, quem me acompanha sabe, há de tudo, do belíssimo ao feio, há o mal, a tristeza, dor e choro; mas também há sedução. Há prazer, riso, amor, ternura. Tesão. Eu não finjo a vida.


O fato é: cada um faz o que quer. Contudo, na prova dos olhos e dos sentires dos outros, muita gente leva bomba.


Eu disse que gostava de diários?
Não, eu nunca disse.
23, Abril.

domingo, 17 de abril de 2016

Post scriptum

(Suzana C. Guimarães)


O que dói em mim é tudo aquilo que eu não entendi. Se eu tivesse entendido, haveria brisa, ventos mansos, calmaria.
Haveria passos na calçada. E o mundo permaneceria o mesmo.
A falta de entendimento do que está acontecendo empurra-me para o vazio dos loucos.

Suzana Guimarães

quarta-feira, 13 de abril de 2016

De certas pessoas, devemos sair às pressas. Nada de arrumar malas, checar o óleo do carro, ajeitar o cabelo, retocar o batom. Desaconselhável, inclusive, dizer adeus.

Voltei com aqueles diários.

Fumegando em mim, a mágoa. Um córrego. Um rio. Um mar. Nada faz passar.

suzana guimaraes 

Cuidado com a força e a persistência de seus pedidos, pois eles podem vir a acontecer. Você pode estar despreparado para eles, embora tenha pedido.

domingo, 10 de abril de 2016

On the road...

(por Suzana Guimarães)



O melhor lugar do mundo para se estar é na estrada.