Suzana Guimarães Lily, by LRGM

segunda-feira, 24 de abril de 2017


Tem um cara que vai à missa todos os dias. Eu não vou todos os dias e não vou aos domingos. Ele está lá sempre que vou, então, acredito que ele vai todo dia. Esse cara foge do estereótipo. Muito alto, loiro, bronzeado, cabelos longos quase desgrenhados, algumas tatuagens, calça jeans, camiseta de algodão. Ele carrega um mochilão nas costas e o deixa próximo a uma porta secundária da igreja. Na quinta-feira da Semana Santa, eu o vi ao longe, indo embora, quando cheguei de carro. Ele olhava insistentemente para trás, parecia querer a certeza de que ninguém naquela igreja entraria... muitos chegavam, verificavam as portas fechadas e partiam. Não deixaram a igreja aberta como fizeram no ano passado...
Fiquei pensando nele. Ele olhava para trás porque poderia voltar se visse que alguém havia entrado. Fiquei pensando nele. Ele tem fome e ali tem alimento. Li isso outro dia, a gente vai porque é verdadeiramente saciado. Eu vou quando a fome aumenta. Eu vou por vício. Eu paro o carro e entro para ter alimento.

Diários...

sábado, 8 de abril de 2017

quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Por serem fracos, os Homens fazem os outros sofrerem. Ledo engano pensar que são os fortes que trazem sofrimento. Os fortes preferem as brincadeiras que Deus dá, gratuita e diariamente. Deus é a única e boa companhia. Os fracos precisam de ocupação. Os fortes, apenas de oração.

sábado, 25 de março de 2017

Anos atrás, R. disse-me: "Com você não existe luz amarela. Vai direto do verde para o vermelho." Não é bem assim... Eu já acendi luzes amarelas para muitos em várias situações... inclusive para R., o campeão de luzes amarelas... Hahaha! Mas, prefiro mesmo decisões imediatas, rápidas. Detesto "gastação" de tempo. E detesto mais ainda quem me faz perder o meu.
Adoro mesmo é gente doce que faz a gente esquecer as luzes...


Eu disse que gostava de diários? E março se vai sem eu ter percebido muito bem...

quinta-feira, 16 de março de 2017


​O meu pai teve uma profissão difícil, de risco, em que era preciso estar atento. Ele disse-me várias vezes: "Eu só tenho medo dos ignorantes e dos loucos". 

Faço minhas as palavras dele: tenho medo dos loucos. Tenho medo, principalmente, do psicopata, aquele que se veste de cordeiro, escondendo o lobo traiçoeiro...

Ó Deus, faça-me invisível! Apaga da visão do louco a minha imagem. ​

Ó meu pai, que já se foi, mas que vive em meu coração, na minha mente, falas e gestos, ó, meu pai, preserva-me do homem louco.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A arrogância falando de humildade é um deboche.
Talvez seja um erro, mas então é, para mim, um delicioso equívoco. Estou no meu mundo, mesmo quando não pareço estar, mesmo quando estou em mundo algum, muito menos no alheio. Vou pouco nesse e do meu, vivo a me perder. Contudo, ao perdê-lo, estando em nenhum lugar, com certeza, estou bem. Estar dentro de mim sempre foi o melhor lugar. Porque meu mundo é loucura divina e divertida.
Pensando em seu post, Tânia Regina Contreiras.

sábado, 4 de março de 2017

Quem fala mal pelas costas de um amigo fala de todos, sem exceção. Tolo quem pensa ser o excluído da giratória irada língua.
Gostoso é no cara a cara. Mais honesto e excitante. Pena que isso é para poucos.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Parei de ler. Não leio mais nem noticiário. Parei também de escrever. Não interajo muito mais. Tornei-me antissocial, quase uma grossa. Isso tudo poderia ser um desastre pessoal, mas não é. Nunca estive tão bem em minha vida. Quem bater à porta, faça-o com extremo cuidado. Usa gentilezas. Fala baixo. Pega macio no meu braço. Empresta aí seu casaco, eu o quero. Mas, fala manso, de preferência, nem fale. Aja. Faça. Vida é verbo. Se eu não reagir, saia discretamente. Se eu sorrir, fica. Mas fica por inteiro. Pedaços? Nem de pão.


(Desconheço autoria da imagem)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ele disse-me: "Falar certas coisas para você é como fazer um pacto com o diabo".
Exatamente assim. Como alguém pode me conhecer tanto?
Valeu a pena ter vindo e ficado neste mundo. :)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A minha vontade de ofender quando ofendida, meu interesse em revidar ou mesmo o desejo de estar em um colóquio mental com as pessoas (um velho hábito meu), isso tudo acabou em um desinteresse frio e distante da minha parte. Não que eu tenha me tornado santa, eu apenas perdi o tesão por certas polêmicas e certas pessoas. Então, às vezes, pareço ofender com ações ou omissões, com meu jeito de escrever e falar que é somente um jeito diferente de ser e não é mau. Ser diferente não é opção, nasce-se assim.
Se vejo do outro lado pureza de intenções e doçura, com absoluta certeza, acredito, nem desentendimentos ocorrerão. Eu não resisto às pessoas doces. A minha filha fala, "Tão cheia de doceira!".