Fotografia, Suzana Guimarães

terça-feira, 26 de julho de 2016


Dois advogados conversando é algo hilário, se não fosse trágico. Ou, triste. Ainda mais se forem pessoas inteligentes. Não há palavras de baixo calão, mas os recados são dados, e, diga-se bem dados, lavados e enxugados.

Eu só tenho pena dos cegos que sabem enxergar, mas não querem... Certas unanimidades não são burras.

Eu disse que gostava de diários?


Julho, 26

domingo, 24 de julho de 2016

Não gostar de alguém não significa necessariamente guardar rancor. Por que confundir mágoa com falta de gostar? Gostar ou não de alguém é livre.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Entre um ponto e outro, estamos nós.

(arquivo pessoal de Suzana Guimarães)


Quem alcança a liberdade sou eu, quando o universo conspira e eu quero e desvendo os fatos e as pessoas como devem ser, desvendadas. Mas, com certeza, quem entrega a chave é o outro. A chave da prisão onde eu me enfiei por vontade própria.

Faço luto por alguns mortos, muitos, mas na verdade o luto deveria ser pelos vivos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016


2016 é realmente o Ano do Macaco. Aquele que foi reservado para mim está a pular de galho em galho, de árvore em árvore, rindo muito, está a puxar para baixo máscaras, levantando as saias e calças de muitos, fazendo uma bagunça que eu nunca vi. Está espetacular, esse ano! Uma festa boa, daquelas que não nos deixam com vontade de sair. E esse macaco também borda lindos arranjos e me mostra inúmeras belezas. Amém para esse ano!

Eu disse que gostava de diários?

sete do sete de dois mil e dezesseis