Suzana Guimarães Lily, by LRGM

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dei-me ao luxo da simplicidade de recusar, de fazer pirraça, de insistir em afastamentos. Nada para os outros; tudo isso só para mim mesma... sem explicações ou pudores: negativas rasgantes. Dei-me ao luxo da singeleza de nem pensar em arrependimentos - minha eterna culpa; livrei-me dessa! Assombra-me tanta liberdade! Assombra-me este voo solitário sem par, onde eu me busco, às vezes, para ter certeza de que não sou outra.

Suzana Guimarães.

(Em 29 de janeiro de 2015, no Facebook, originalmente)

domingo, 18 de janeiro de 2015

Se eu soubesse escrever, eu escreveria um sorriso. Se eu soubesse desenhar, desenharia um sorriso. Enviar? Um sorriso. Guardar? Outro. Eu queria que chovesse as flores de Theresa, mas em forma de sorrisos.

Diários, janeiro 18

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Entre o são e o insano vejo um fio de luz, ligando um poste a outro, onde pássaros já pousaram e ainda pousarão. Vejo a simplicidade do mundo e a disposição das coisas e pessoas. Ao final, tudo é um conceito só, única chama, vários prismas: misteriosa existência.



(Postado originalmente em 5 de janeiro de 2015, às 22h45min, no Facebook.)

domingo, 4 de janeiro de 2015



Um minuto antes da loucura: não sei se rio, não sei se choro, não sei qual pose faço, não sei se encaro ou se desvio, se ignoro ou se me deixo ir ou se retorno. Não sei se me agasalho, se me volto e decido para trás, ou se finjo. Perdi a noção exata de tudo quanto foi certíssimo, absolutamente claro. Sinto ora frio, ora medo, dor na espinha vertebral. Depois tudo será novamente monotonia, mas agora, um dia, uma hora, uma milha, uma noite inteira, toda a vida, antes, esse antes, tudo é noção clara de insanidade.

Eu disse alguma vez que gostava de diários?

Janeiro, que dia é hoje?



P.S.: A sensação final é: branco total. Parece tudo mentira. Nasci agora.