Fotografia, Suzana Guimarães

terça-feira, 20 de junho de 2017

A lanterna japonesa balança ao vento, altiva e leve, tremula. Anoitece. São oito horas da noite e parece dia, mas tudo é quietude, inclusive eu. Criei rotina. Que me valha por noventa dias! Tudo é som e sensação. Descobri, há corujas! Três altíssimos pinheiros protegem-me e me olham, fazem perguntas, fazem graça... vejo rostos, figuras, imagens. Esquilos passam e me olham, indiferentes. Ah, descubro prazer no balanço da rede e na indiferença humana. A solidão ensinou-me a escolher. Eu escolho aqui.