Suzana Guimarães Lily, by LRGM

quinta-feira, 16 de março de 2017


​O meu pai teve uma profissão difícil, de risco, em que era preciso estar atento. Ele disse-me várias vezes: "Eu só tenho medo dos ignorantes e dos loucos". 

Faço minhas as palavras dele: tenho medo dos loucos. Tenho medo, principalmente, do psicopata, aquele que se veste de cordeiro, escondendo o lobo traiçoeiro...

Ó Deus, faça-me invisível! Apaga da visão do louco a minha imagem. ​

Ó meu pai, que já se foi, mas que vive em meu coração, na minha mente, falas e gestos, ó, meu pai, preserva-me do homem louco.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A arrogância falando de humildade é um deboche.
Talvez seja um erro, mas então é, para mim, um delicioso equívoco. Estou no meu mundo, mesmo quando não pareço estar, mesmo quando estou em mundo algum, muito menos no alheio. Vou pouco nesse e do meu, vivo a me perder. Contudo, ao perdê-lo, estando em nenhum lugar, com certeza, estou bem. Estar dentro de mim sempre foi o melhor lugar. Porque meu mundo é loucura divina e divertida.
Pensando em seu post, Tânia Regina Contreiras.

sábado, 4 de março de 2017

Quem fala mal pelas costas de um amigo fala de todos, sem exceção. Tolo quem pensa ser o excluído da giratória irada língua.
Gostoso é no cara a cara. Mais honesto e excitante. Pena que isso é para poucos.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Parei de ler. Não leio mais nem noticiário. Parei também de escrever. Não interajo muito mais. Tornei-me antissocial, quase uma grossa. Isso tudo poderia ser um desastre pessoal, mas não é. Nunca estive tão bem em minha vida. Quem bater à porta, faça-o com extremo cuidado. Usa gentilezas. Fala baixo. Pega macio no meu braço. Empresta aí seu casaco, eu o quero. Mas, fala manso, de preferência, nem fale. Aja. Faça. Vida é verbo. Se eu não reagir, saia discretamente. Se eu sorrir, fica. Mas fica por inteiro. Pedaços? Nem de pão.


(Desconheço autoria da imagem)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ele disse-me: "Falar certas coisas para você é como fazer um pacto com o diabo".
Exatamente assim. Como alguém pode me conhecer tanto?
Valeu a pena ter vindo e ficado neste mundo. :)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A minha vontade de ofender quando ofendida, meu interesse em revidar ou mesmo o desejo de estar em um colóquio mental com as pessoas (um velho hábito meu), isso tudo acabou em um desinteresse frio e distante da minha parte. Não que eu tenha me tornado santa, eu apenas perdi o tesão por certas polêmicas e certas pessoas. Então, às vezes, pareço ofender com ações ou omissões, com meu jeito de escrever e falar que é somente um jeito diferente de ser e não é mau. Ser diferente não é opção, nasce-se assim.
Se vejo do outro lado pureza de intenções e doçura, com absoluta certeza, acredito, nem desentendimentos ocorrerão. Eu não resisto às pessoas doces. A minha filha fala, "Tão cheia de doceira!".



sábado, 31 de dezembro de 2016

Dário Banas escreveu que 2016 tem vinte anos. Verdade. Mas, apesar das muitas desgraças ocorridas no ano dos macacos, eu fui feliz, de janeiro a dezembro. E, quando eu não fui feliz, fui forte como nunca antes. Aprendi a viver sob pressão e a manter o controle. Passei o zíper, lacrei o que antes eram tentativas constantes. Alcancei um certo nirvana. Visei o foco, o fim. 
Certos anos se eternizam...