Fotografia, Suzana Guimarães

domingo, 20 de maio de 2018


O pedido que se fez, o destino que se cumpriu...

Há, em Minas Gerais, música assim...

Filhos não querem discursos e cartas. Filhos querem e seguem exemplos.

Maio, eu perdida em minhas mudanças não sei que dia é hoje...

terça-feira, 8 de maio de 2018


O céu é sempre o mesmo; eu é que mudo a cada segundo.

Costumo olhar para cima. Hoje, mais cedo, vi o azul claro vencendo as nuvens brancas. Dia nublado. Pensei, “ Poderia ser agora Brasil, Prado, a rua onde a minha mãe mora... poderia ser, mas não é. Por aqui, fala-se Inglês, o clima é mais para frio e as calçadas são outras, perfeitas, cinzas, porém, feias. Mas, perfeitas! “ . Poderia ser eu, aquela de trás, a mesma de sempre, mas somente o céu é o mesmo; eu sou estranhamente outra.

Maio, 8

terça-feira, 1 de maio de 2018


O berço dourado, os cabelos em fios de ouro. Os muitos amigos leais e presentes, constantes, felizes... A casa também toda em ouro, vidro transparente, um monumento, um sonho. O sucesso, barris de moedas, a beleza de nascença... tudo pouco, tudo insuficiente.

O “goal”, lindo anjo triste, é vencer a si mesmo. Eu poderia ter lhe dito, o mundo todo, mas, pergunto se você ouviria... Só é feliz, my brother, my sister, my darling, só é feliz quem se encara a cada minuto do dia e controla a si mesmo.

O seu inimigo sempre foi você mesmo...

A sua casa chora você...


Abril, 20
Maio, 1

quarta-feira, 25 de abril de 2018


Blefar comigo é tolice. Eu sempre pago para ver. Isso é quase mania...

Desculpa-me, estou nadando, não posso saber de você. A piscina é grande e há espaço para todos. Nade.

Posso dizer que saber é quase desnecessário; pensar é o importante.

Saber pouco me conduz; pensar é obra diária, entre ser forte e ser fraco. Sou forte. Traço meu caminho.

Tenho o hábito de despedidas; isso me cansa.

Os dias me sopram segredos; eu me faço de desentendida. Saber a mim pouco importa embora o hábito da antecipação.

terça-feira, 17 de abril de 2018


Não tenho mais tempo para terrenos hostis.

Esta casa é realmente minha, mas vem quem quer. Não preciso que você me puxe o saco...

Definitivamente, não sou pessoa de Facebook, Instagram e sei lá mais quantos.

Abril.

Dias de ventos. A persiana branca balança, aflita e satisfeita, parece feliz. O inevitável cochicha ao meu ouvido, ronrona, eu não o entendo bem, mas percebo a cadência dos dias bem mais infinitos que meus desejos. Sou dona da paz. Chamam-me “ sweet Suzana “... isso ecoa doce.

Deve ser porque é primavera.

Os esquilos voltaram. Os pinheiros jogam agora sementes nas varandas. Uma pomba cagou numa das portas de vidro, mas isso é vida!

Pela primeira vez vejo as nuvens amarelas, a polinização do milagre...

Abril, 17