Suzana Guimarães Lily, by LRGM

quinta-feira, 24 de setembro de 2015


(por Suzana Guimarães)


No meio do caminho, tinha Deus.

setembro, 24

sexta-feira, 18 de setembro de 2015



Ontem foi longo, hoje, também. Anteontem mais longo... e aí você percebe que perdeu o metro, a régua, alguma pontuação. Meu nome é sem fim, é exaustão.

Setembro, 18

quarta-feira, 16 de setembro de 2015


Sábado passado, fui babá por algumas horas de um bebê. Fiquei pensando, "Como é leve, como é fácil!". Sem desmerecer as babás profissionais, claro, é tudo muito simples porque os números dos telefones dos pais estavam escritos em um pedaço de papel em cima da mesa de centro da sala. Eu nunca tive esses números, tive anjos ajudantes e tive Deus que não usa telefone.

Palavras de uma mãe levemente exausta.


O ideal seria que todo aquele cheio de regras fosse o primeiro a respeitar as regras alheias, mas não é isso o que acontece, infelizmente.


Quanto esforço devemos colocar em cima de uma ideia? Todo, até o último suspiro.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015


Alguém me disse (traduzindo meio que assim), "Para você nada parece ser suficiente". Sim! Acertou. E, se alguém quiser esnobar-me, que o faça com força, porque pouca coisa nem assanha meus músculos faciais.

"I feel like we really try hard for you and maybe you don't see that, sorry if this has not been enough."

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



No ano passado, passei horas vendo fotografias do povo yazidi fugindo de suas casas, indo sem rumo pelas estradas de terra, apenas com as roupas do corpo, fugindo dos ataques, no oriente. Parecia obsessão, eu varava a noite, não por masoquismo, mas sim porque eu queria entender e lia, lia... No entanto, o que me marcou profundamente foi encontrar, naquelas pessoas, principalmente mulheres e crianças - já que a maioria masculina já estava morta -, elegância, dignidade, hombridade, algo que não sei denominar, nenhuma palavra me ajuda, nenhuma consegue dizer o que eu senti. Só sei que vejo e sinto isso nessas fotos, mas não sinto em tantas outras, onde a vida transcorre normalmente, longe de qualquer situação extrema, mesmo sabendo eu que todos nós temos nossos céus e nossos infernos para carregar.

Setembro, 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015


Ela sempre fala que os outros fazem drama, assim o faz porque não o conhece, o drama, e é claro, está para conhecer, se ainda não começou... porque ela é gente e a todos são dadas certas quantidades disso ao longo da vida. A sua dose de drama, querida, aguarda por você.


Resmungos felizes de Suzana Guimarães.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Dia isopor. Mãos secas segurando-o, esfregando-o nas paredes, raspando-o no chão de cimento. Sempre tive gastura de dias excessivamente longos, viagens infrutíferas e de isopor. Dia irritadiço passando por bonanças. Na maior parte do tempo, irritadiço mesmo - mais ou menos desde cedo e da visão das pernas finas no conjuntinho sexy; tudo tão harmonioso, golpe certeiro. Depois, ladeira abaixo. Fui galopando num puro sangue inglês sem freios. Um dia que me levou. Dia isopor. E eu aqui, falando de ontem.


Não é para entender. Não se iludam com aquilo que nem eu me iludo. É apenas para deixar a lembrança do isopor na mão rachando de seca. Nem sempre quero ser entendida. Alguém poderia explicar certas gasturas?


Setembro, 3 e eu estou falando de ontem e você faz perguntas demais.