Fotografia, Suzana Guimarães

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Já perdi pessoas que eu adorava por coisas bobas, e, principalmente, por causa de terceiros - que eu detestava, ignorava a existência deles ou sequer os conhecia. Às vezes, por culpa minha, às vezes, não, e em algumas raras situações, por conta de nossos gênios ruins ou por insanidade mesmo. Temos o hábito de perder as estribeiras com os mais íntimos porque é o caminho mais lógico e natural... Já perdi pessoas que eu adorava, e, provavelmente, ainda gosto, de forma irretratável. Não adianta o comentário de que quando é de verdade, o amor é para sempre. Já vi e vivi caminhos sem volta, mão única em direção ao infinito. A gente lembra, mas não volta, e não é por rancor ou ingratidão; é porque a relação tornou-se, além de amorosa, nociva e desrespeitosa. Ficou maculada.

É por isso que hoje eu me contenho. Conto até dez, saio de perto, não respondo, faço vista grossa, deixo pra lá. É porque eu já perdi muito e não quero perder mais. O amor é poderoso, cabe bastante, se dá mais ainda, é a casa da mãe amorosa onde sempre cabe mais um, mas nem sempre teremos duplicações; pessoas são induplicáveis.

Não perderei quem eu gosto por causa de terceiros, principalmente, não perderei por causa de futebol e política. Não perderei mais ninguém. Quem quiser, que me perca.

Julho, 13

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