Fotografia, Suzana Guimarães

segunda-feira, 29 de maio de 2017


Eu não sabia que o barulho era tanto, eu não percebia as nódoas no chão, muito menos fixei meu olhar na porta vizinha. Eu não sabia mesmo que o barulho era tanto. Isso é algo mágico escuro.

Hoje não durmo, mantenho-me na vigília, tornei-me estática em minha cama, diante da noite desnuda, a contemplar o nada; ah, vivo as noites e as manhãs em extâse, olhando o silêncio.

Sim! Ultrapassei a capacidade de ouvi-lo, o silêncio, agora, se você visse agora, nesta madrugada linda, estou eu olhando o silêncio. 

Eu não sabia que o barulho era tanto!

Sete anos de ciclos que se fecharam. Sete anos na ignorância, apesar do desejo contido e contínuo de quebrar a tranca da porta.

Meu Deus, Minha Menina, eu não sabia do barulho intenso...

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