Fotografia, Suzana Guimarães

sexta-feira, 30 de agosto de 2013



Uma notícia ruim atrás de outra. Farei um colar, vou chorar e me jogar no mar porque às vezes falta ar, falta par. Queria sair de cena, ir pra janela, pra ver a vida passar. Melhor virar ostra.

Agosto, 14


Gritar não resolve, nem fazer as unhas, muito menos comprar um carro. Pedir socorro não reverbera. Pedir mansinho, também, não! Chorar alivia. Chorar, chorar, mas até quando? Amanhã, vem a rotina. Sucuri que engole.
 
Agosto, 14
 
 
 
"Você está no lugar certo e tempo exato onde deveria estar... ninguém além de você conseguiria"...
 
Assim, ela escreveu para mim e eu duvidei. Pela manhã, entendi. Eu queria estar comigo, num lugar  distante; quis também estar acompanhada; eu quis ir ao cinema todas as tardes, tomar um café. Quase me vi escalando montes e despencando em barrancos, colhendo matinhos inúteis, olhando os dedos das minha mãos, observando a minha pele com todos os seus recortes... Vi nada do que queria ver, mas vi outras coisas, outras pessoas, vivi outros momentos. Já basta!
 
Nunca chego na hora certa (salvo compromissos marcados), é a hora que espera eu chegar. Não pense que isso significa algum poder ou alguma capacidade adivinhatória, nem chega a ser bom porque é sempre obrigatório.
 
A hora me espera porque não sou divina, porque não sou anjo, sou gente e preciso de tempo para embarques e desembarques.
 
 
Agosto, 15
 
 
 
P.S.: eu disse que gostava de diários, Cris?


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