Fotografia, Suzana Guimarães

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Há um quê no tatame que afugenta o coisa feia

(arquivo pessoal de Suzana Guimarães)



Hoje, levarei para o tatame: todas as decepções que tive, todas as verdades que vi sem desejar ver, toda a dor de cabeça diária, todos os falsos amigos, todo o meu cansaço existencial e a multa que levei, bobamente. Espero sinceramente que quem me multou tenha uma forte dor de barriga por toda a noite. Amém. Ah, quanto aos outros desejos que ardem em mim, farei segredo.

Fevereiro, 4