Fotografia, Suzana Guimarães

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ele me diz para eu não me estressar com as pessoas. Mas eu não me estresso tanto assim. Eu apenas mudei bastante e considero até uma péssima mudança, no entanto, nem tudo é como gostaríamos que fosse. Não abro mais as portas com suavidade, eu as abro escancarando-as. Não piso mais tão de leve, eu piso com determinação, ainda rebolo ao andar, mas não esbarra, não! Se eu me enfurecer com suas perguntas, posso fazê-lo repeti-las três vezes, fazendo cara de quem não entendeu. Como posso suportar, de forma pacífica, pessoas que me deixam falando com as paredes ou fazendo-me parecer uma tola? Elas terão, pelo menos, o meu desprezo a partir de então. E a minha cara de poucos ou nenhum amigo. Não finja que não me viu, não finja que não me ouviu, não faça promessas que não irá cumprir, não me esnoba. Não venha me dar lição, você é professor do quê? O que você conquistou em sua vida? Você está em posição confortável para isso? Não seja hipócrita comigo, pois não sou cega e só tenho uma vontade: meter a mão na sua cara, nada mais.


Eu disse que gostava de diários?




Fevereiro, 11