Fotografia, Suzana Guimarães

sábado, 29 de outubro de 2016

Para ele

Como eu era boazinha. Fingia não ver, respondia prontamente, doava atenção. Para os burros (que me perdoem os de quatro pernas, e que de burros nada têm), cheguei a desenhar inúmeras vezes. 

Em meu vasto mundo cabia muitos.

Mundo esse que continua amplo feito os céus, mas onde eu aprendi, ele ensinou-me, "Vou mostrar quem é que manda". 

Ele libertou-me muito antes de olhar nos meus olhos. E eu, hoje, liberto-o todos os dias. Mostro-lhe os ventos, as paisagens onde, para se caminhar, é necessário entender de desenhos.


Eu disse que gostava de diários?

Outubro, 29