Fotografia, Suzana Guimarães

sábado, 2 de maio de 2015



https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9fmMK0lfv80


Eu não preciso desta música para me lembrar dele, para isso, basta ollhar o espelho ou ouvir o som que as folhas fazem quando o vento bate nas árvores... basta eu deixar explícito meu gênio irascível ou meu gosto por armas e dicionários. Para eu me lembrar dele nem preciso disso, do ato de recordar. Está impregnado em mim, em minhas crias, em certos homens que atravessam o meu caminho... e eu me reencontro com ele, mesmo assim, vendo aquele homem ao longe, cabeleira branca, andar trôpego, de mãos dadas com ela... não é ele? E eu sou eu? Juro por esta existência, eu transpirei amor quando vi aquele senhor caminhando, nem sabendo de mim, estática em frente à porta do supermercado, chorei feito criança, sozinha, perdida, igual naquelas noites em que pensávamos que ela iria na frente e ele, muito nervoso, tentava controlar situações incontroláveis.

Eu disse que gostava de diários?

Maio, 2