Fotografia, Suzana Guimarães

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Dia isopor. Mãos secas segurando-o, esfregando-o nas paredes, raspando-o no chão de cimento. Sempre tive gastura de dias excessivamente longos, viagens infrutíferas e de isopor. Dia irritadiço passando por bonanças. Na maior parte do tempo, irritadiço mesmo - mais ou menos desde cedo e da visão das pernas finas no conjuntinho sexy; tudo tão harmonioso, golpe certeiro. Depois, ladeira abaixo. Fui galopando num puro sangue inglês sem freios. Um dia que me levou. Dia isopor. E eu aqui, falando de ontem.


Não é para entender. Não se iludam com aquilo que nem eu me iludo. É apenas para deixar a lembrança do isopor na mão rachando de seca. Nem sempre quero ser entendida. Alguém poderia explicar certas gasturas?


Setembro, 3 e eu estou falando de ontem e você faz perguntas demais.