Fotografia, Suzana Guimarães

domingo, 1 de novembro de 2015

Quando entrei na casa, a dona não me cumprimentou, não me olhou, não me viu, não emitiu um som, mas ele havia estendido um invisível tapete vermelho para eu passar... Quando entrei na casa, a dona fingiu-se de morta, dorminhoca, e eu fiquei na cadeira que ele praticamente sentou-me, inclusive, inclinou-a bastante para eu ficar confortável... Quando entrei na casa, ela, após um tempo, levantou-se, andou pela cozinha, permaneceu na atitude grosseira de não se dirigir a mim, mas ele havia estendido um invisível tapete vermelho para eu passar... e eu fiquei até quando assim desejei. Quando entrei na casa e saí, prometi, jamais, nunca mais. Quando ele vier a minha casa, haverei de estender um invisível tapete vermelho para ele passar e entrar.



Eu disse que gostava de diários?


Noite de Halloween.