Para J.: Tenho medo da falta do sorriso, falo de um sorriso farto, translúcido...tenho medo desta pausa contrária à vontade; deste mundo que vai estreitando-se, em movimento interno e imperceptível - apenas traído pela falta desse sorrir. O mundo interno não pode ter porteira fechada; precisam nele passar esperança no amanhã, suavidade, abstração -muita!, e uma boa dose de loucura. Tenho medo, mas agora ele é rei!
EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?
Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020
terça-feira, 20 de outubro de 2015
| (arquivo pessoal de SCG) |
Deus, afasta de mim quem mente sobre coisas importantes porque as pequenas eu até relevo. Afasta de mim quem não gosta das minhas palavras porque se eu espetei fundo é porque antes espetaram-me, ou aos meus, e eu não sou anjo ou santo para dar a outra face. Deus, afasta de mim quem não sabe o que quer e do ambicioso em demasia. Afasta de mim quem reclama diariamente do pão que está comendo, do trabalho que tem, da vida que leva, sendo que tudo é resultado de cada passo dado e em sã consciência. Deus afasta de mim quem usa pessoas. Deus dá uma luz, que seja fresta fina na noite escura a passar pelos vãos das portas e janelas fechadas, mas dá porque é nojento ser humano.
Outubro, 20
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Frases para 2015:
1. O tempo dá respostas. Você só precisa esperá-lo.
2. Quem muito quer, muito perde.
3. Você sabe com quem está falando?
4. Rapadura é doce, mas não é mole.
5. Se casamento por amor é difícil, imagina por qualquer outra coisa.
6. Cuidado com o que você fala.
7. Meu sorriso pode não ser de bem querer.
8. Bem disse Oscar Wilde, "Só os tolos não julgam pela aparência!".
9. Mostra-me a sua casa e eu direi quem você é.
10. Para sempre, John Ruskin: "Não tolera aos seus pés nada que não lhe seja belo ou que não lhe seja útil". Algo assim...
11. Viso o fim, a mim pouco importam os meios.
1. O tempo dá respostas. Você só precisa esperá-lo.
2. Quem muito quer, muito perde.
3. Você sabe com quem está falando?
4. Rapadura é doce, mas não é mole.
5. Se casamento por amor é difícil, imagina por qualquer outra coisa.
6. Cuidado com o que você fala.
7. Meu sorriso pode não ser de bem querer.
8. Bem disse Oscar Wilde, "Só os tolos não julgam pela aparência!".
9. Mostra-me a sua casa e eu direi quem você é.
10. Para sempre, John Ruskin: "Não tolera aos seus pés nada que não lhe seja belo ou que não lhe seja útil". Algo assim...
11. Viso o fim, a mim pouco importam os meios.
Suzana Guimarães
Em, ano das pedras.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Ventos ensacados...
Como é que faz para ensacar vento? Eu adoro ventos, brandos, fortes, leves. Ventanias. Alvoroço nas ruas e nos céus. Ouvi dizer que podemos ensacá-los. Como? Quero também, quero-os enfeitando meus dias.
Outubro, outono, 8
(inspirada nas palavras da presidente do Brasil)
terça-feira, 6 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Questão absurda
O que é o melhor? O que é perfeito, oportuno, conveniente? O que é o correto? O que é o contrário de tudo isso?
Quem tem a primeira pedra?
Outubro, 1
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Sábado passado, fui babá por algumas horas de um bebê. Fiquei pensando, "Como é leve, como é fácil!". Sem desmerecer as babás profissionais, claro, é tudo muito simples porque os números dos telefones dos pais estavam escritos em um pedaço de papel em cima da mesa de centro da sala. Eu nunca tive esses números, tive anjos ajudantes e tive Deus que não usa telefone.
Palavras de uma mãe levemente exausta.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Alguém me disse (traduzindo meio que assim), "Para você nada parece ser suficiente". Sim! Acertou. E, se alguém quiser esnobar-me, que o faça com força, porque pouca coisa nem assanha meus músculos faciais.
"I feel like we really try hard for you and maybe you don't see that, sorry if this has not been enough."
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
No ano passado, passei horas vendo fotografias do povo yazidi fugindo de suas casas, indo sem rumo pelas estradas de terra, apenas com as roupas do corpo, fugindo dos ataques, no oriente. Parecia obsessão, eu varava a noite, não por masoquismo, mas sim porque eu queria entender e lia, lia... No entanto, o que me marcou profundamente foi encontrar, naquelas pessoas, principalmente mulheres e crianças - já que a maioria masculina já estava morta -, elegância, dignidade, hombridade, algo que não sei denominar, nenhuma palavra me ajuda, nenhuma consegue dizer o que eu senti. Só sei que vejo e sinto isso nessas fotos, mas não sinto em tantas outras, onde a vida transcorre normalmente, longe de qualquer situação extrema, mesmo sabendo eu que todos nós temos nossos céus e nossos infernos para carregar.
Setembro, 2015
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