EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?
Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020
quinta-feira, 11 de março de 2021
Os homens com mais de 50 anos...
Os homens com mais de 50 anos procuram mulheres bem bonitas de cara e corpo, resolvidas, independentes, com dinheiro, mas se esquecem de olhar para si mesmos, nem tão bonitos, a maioria calva, acima do peso ou abaixo demais, complexados, problemáticos nos relacionamentos passados, com trabalho mixuruca, com bens mixurucas também, se tiverem algum, e na maioria das vezes, galinhas.
Autoestima nas alturas. Quando caem, despencam.
Sr. Inácio vai nadar de braçada. Enquanto ele, desde muito cedo, tem o dom da oratória envolvente, hipnotizante, o atual presidente tem o dom do discurso pobre, grosseiro, ríspido e desumano. Sr. Inácio, muito antes de ser eleito presidente, já sabia usar as palavras corretas, o outro nunca soube, nem antes e nem depois.
Sobre oratórias.
quarta-feira, 10 de março de 2021
Sofrimento...
Sofrimento não é exclusividade de pobre. Sofrimento é algo democrático, atinge a todos. Não se mede sofrimento em peso ou tamanho; cada um tem o seu e sabe a sua extensão.
Princesas Latifa e Shamsa (sumida), filhas do sheik primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, sofrem o pão que o diabo amassou, prova de que sofrimento não é exclusividade de pobre. O pai tem carros de ouro, privada também, e elas são infelizes.
Eu o conheci no Instagram. Nunca o tinha visto mais gordo. Procurei saber sobre ele. Tem milhões de seguidores, é comediante, era muito pobre e ficou muito rico, viaja em seu próprio avião, já conheceu o mundo todo, ama os pais bastante, cuida deles, casou-se anos atrás e um ano depois a mulher o largou, conheceu uma moça no fim do ano passado e estão grávidos de um menino, ficou noivo dela e deu de presente para ela um anel de diamantes caríssimo. Ontem, escreveu na rede social dele que ele é um lixo. Ah, esqueci de dizer, ele sofre de depressão.
Então, sofrimento não é exclusividade de pobre. Ele sofria quando era pobre. Ficou rico e ainda sofre.
Quem fala que rico não sofre deveria rever seus conceitos.
Conheci um cara que apanhava de chicote do pai que era dono de joalherias famosas em Belo Horizonte, nos anos 1980.
São tantas histórias... só não vê quem não quer porque o complexo é maior.
terça-feira, 9 de março de 2021
Sobre as doenças ansiolíticas - a quem possa interessar.
De tempos em tempos, compartilhando (clica no link abaixo):
https://omedodesuzana.blogspot.com/2010/10/informacoes-tecnicas-ou-psiquiatricas.html
segunda-feira, 8 de março de 2021
quinta-feira, 4 de março de 2021
quarta-feira, 3 de março de 2021
Ócio amigo
Nesta tarde, é o que me resta o peso do nada pois é medida que me sustenta. Sou uma mulher sentada no banco de cimento do quintal da minha casa, após algumas horas de chuva, tentando me distrair com o sol que se anuncia. Ao meu lado, a minha cachorra. É o que me resta, a companhia dessa nova amiga que deveria se chamar Amarela. É uma labrador de dezenove meses, olhos amarelos, cílios também amarelos, quase brancos. Seu nome é Merci.
A construção desse quintal é feia, mas a natureza à volta é bonita, e nós duas aqui sentadas, eu nada falo, ela não choraminga, não late e nem me chama para brincar, vigia o nada onde sobrevoam corvos barulhentos como sempre e uns dez a quinze colibris que vejo em direção à laranjeira da casa do vizinho. Chego a duvidar, mas eles que chegam em bando saem um a um da árvore. Faltam-me meus óculos, mas posso contá-los. Faltam-me meu celular, um livro, uma taça de vinho, não, não me falta nada, estou completa.
Depois de tudo, me resta essa inutilidade sadia, esse companheirismo, depois de eu insistir em tentar agarrar a vida com sofreguidão. Merci se senta ora à direita, ora à esquerda de mim, à frente ou dá ligeiros rodeios e volta, sentando-se pesadamente por sobre um dos meus pés. Somos silêncio. Não há nada realmente para ser falado. Às vezes, ela se senta no banco de cimento também, e então fica da minha altura, nossas cabeças de encostam e eu a olho e penso como pode ser assim tão elegante! Falo "nose" e ela encosta rapidamente o focinho no meu nariz.
Ela olha para fora, eu olho para dentro. Ela vigia o espaço aéreo, não aceita pousos em nossos muros ou em nossas plantas; vigia também o espaço terrestre, corre atrás de lagartixas e esquilos. É uma fera, nem pisca. Eu olho a minha vida esquadrinhada numa visão efêmera, mas dolorida. Mas isso passa, tanto para ela quanto para mim. Na realidade, somos apenas esse quarto de hora ou dois, e isso é tudo.
Nessa tarde, é tudo o que me resta.
Aprendendo todos os dias...
"Então você aprende que cada um oferece o que tem. E você para de revidar, de se preocupar, de se abalar, de tentar remar contra a correnteza.
Percebe que você atrai o que transmite e passa a usar seu tempo só com o que te faz bem.
E aí, fica em paz..."
Por Dário Banas
terça-feira, 2 de março de 2021
Alguns poucos anos atrás, um blogueiro amigo poeta começou a conversar comigo no privado e falou que era muito sozinho com seus dois filhos, era viúvo e fazia poemas para mim e perguntou se eu havia me surpreendido, meio que de queixo caído com os poemas... eu respondi que não porque estava acostumada a receber poemas feitos para mim. Agora, ele está comemorando Bodas de Prata com a mulher nas redes sociais. Sei por que ainda somos amigos.
A defunta, pelo visto, ressuscitou dos mortos.
Março, 1 (no Facebook)
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