EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?
Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
" (...)deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida".
Esse verso ronda meus pensamentos diariamente e há anos. Luiz Fernando Rocha e eu conversávamos sobre isso, desde que nos conhecemos em 2010. Lufe gostava de viver, tinha bom humor e amizade para dar e transbordar. Algumas pessoas ficam para sempre, e você, Lufe, ficará. Voa, voa, ganha o infinito, seja feliz e em paz. Obrigada por tudo! 🙏
domingo, 19 de fevereiro de 2023
terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
domingo, 12 de fevereiro de 2023
Meu pai era 41 anos mais velho que eu; eu sou 41 anos mais velha que a minha filha. É diferença grande de idades, fato. A atriz brasileira deu à luz hoje, ela tem 56 anos. É tempo demais, isso não impede a felicidade, o sucesso da relação porque não somos receita de bolo, mas é muito. Tenho 56 anos e a minha filha, 15. A gente sabe que ficarei velha cedo para ela. Aos 30 anos, a gente quer nossos pais jovens.
sábado, 11 de fevereiro de 2023
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Muito antes de ser moda passear na rua com o cachorro de estimação, eu passeava, eu tinha doze anos e morava em casa com quintal. Fazia porque queria e ele aprendeu comigo o que significava a palavra passear. Algumas amigas da minha rua comentavam que aquilo era uma idiotice sem fim, descer e subir a rua inúmeras vezes. Para ele, com certeza, era diversão das boas.
Hoje, tenho uma labrador, moro numa cidade plana, num bairro sem movimento de carros e gente, onde vários cachorros passeiam com seus donos e a vida é sem sobressaltos, e a minha cachorra não gosta de gente, de quase todos os outros cachorros, e de passear. Diversão para ela é cheirar as ruas, é só o que ela quer. O adestrador disse que cachorros não se cansam passeando, ele disse que eles se cansam cheirando. Vinte minutos na rua são suficientes para ela voltar para casa ofegante e feliz. Quando ela quer mudar de direção, ela se senta e aponta o focinho para onde quer ir. Quem manda é ela e os caminhos são sempre os mesmos.
Quem dera corréssemos pela praia! Quem dera. Ela nunca quer, eu não consigo carregá-la nos braços e hoje eu tenho 56 anos.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
sábado, 28 de janeiro de 2023
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
20 de janeiro de 2023, 14 anos morando nos EUA e eu apenas agradeço.
Se o caixa do supermercado lhe perguntar se você tem planos para hoje, na Califórnia, não pensa que é uma cantada, ele está apenas sendo cordial.
Metade de mim é Brasil, a outra metade é este país que nos recebeu tão bem, desde o primeiro dia em Miami, nosso primeiro pouso.
De lá para cá, foram muitas histórias, claro, tristes, alegres, boas, desnecessárias e necessárias, tudo embrulhado em papel de presente, sim, morar aqui é um presente de Deus para nós. Deus, universo, my Lord... não importa a denominação.
Combino com essa gente americana, californiana, "prafrentex", que cuida da própria vida e quer que você faça o mesmo. Tenho enorme admiração por essas pessoas que não furam filas; que param o carro quando uma ambulância passa aos berros, que não pegam a pista da esquerda para ultrapassarem os carros que se enfileiram para virar à direita, mesmo que seja uma longa fila...
No mês passado, recebi mil dólares pelos correios porque eu havia pago, em julho, esse valor a mais para um hospital.
Os brasileiros dizem que sou rica porque nosso dinheiro é o dólar, mas eles se esquecem que nossos boletos também são em dólares. Eles acreditam que estou sempre passeando por lojas de eletrônicos ou que vendem panelas para fazer alho negro em casa, o alho mais caro do mundo! Muitos brasileiros são utópicos.
Já cortamos esse país de carro, conheci lugares famosos, dormi em hotéis de beira de estrada, percorri as estradas americanas maravilhosamente pavimentadas, mas não tinha ainda pisado em New York. Então, em novembro, R e eu pegamos um avião e fomos.
Eu sempre soube que ia gamar com New York e gamei. Quando meu filho tinha uns 15 ou 16 anos, ele me disse, "Nova Iorque é a cidade que mais combina com seu jeito". Acertou! Antes mesmo do nosso avião aterrisar, vendo a cidade lá de cima, eu gostei. Cortamos Manhattan de metrô e a pé. Fomos à Broadway para assistir à peça O Fantasma da Ópera, vimos a cidade do centésimo segundo andar, fomos ao Rockefeller na hora do por do sol, comemos pizza na Grand Central, na esquina de Chinatown com Little Italy, falei para R, sinto-me em casa. O novaiorquino dirige igual aos brasileiros, é muita buzina e muita impaciência, é simpático, porém, disponível, prestativo, e se veste com elegância.
Antes, eu pensava que se deixasse a Califórnia seria para voltar a morar no Brasil. Agora, há New York esperando por mim.
Não sei se o novaiorquino perguntaria sobre meus planos, no supermercado, mas ele adivinha pensamentos ou entende linguagem universal, pois, nos metrôs ou na rua, respondiam em Inglês para mim quando eu perguntava em Português alguma coisa a R sobre direcionamento.
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