EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?

Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020


sexta-feira, 30 de abril de 2021

Abro a porta da minha casa de manhã cedo e aspiro cheiro de mar. Penso, moro na praia. Isso se repete há doze anos.

Sobre os espancamentos com consequentes mortes do Henry (4 anos) e da Ketelen Vitória (6 anos) efetuados por quem deveria ter amado-os e protegido-os.

 

Como a pessoa consegue começar e principalmente não parar? Não tem nada para impedi-la? Não tem nenhum sentimento que possa interromper essa violência? Nada passa dentro daquele ser além da escuridão da violência? Nenhum freio?

Como a pessoa consegue assistir, saber... e nada fazer? Como pode ser tão omissa?

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Das conversas:

 

 - Fiquei mal depois que passei por uma histerectomia.

 - Não há problema nenhum nessa cirurgia, a minha ex fez e também a minha irmã.


Das conversas:

 

- Sou puta. Transei com mais homens que os dedos dos meus pés e das minhas mãos.

- Se você gosta...

- Você é madame, dondoca.

Das conversas (o que ouço)



Das conversas:

- Eu também cuido de tudo sozinha na minha casa.

- Quantos são na sua casa?

- Eu vivo sozinha.

- Lá em casa são cinco.




Das conversas:

- Estamos iguais porque ter dois filhos é o mesmo que ter um.

- Ah, sim! Não sabia que dobro é igual a um.


400 mil vidas perdidas para a covid-19 no Brasil, infelizmente, segundo as estatísticas. Os últimos 100 mil óbitos foram registrados em apenas 36 dias.

 

E a doença não atinge apenas as pessoas mais velhas. O mundo continua em rio de lágrimas, enquanto muitos não se importam ou simplesmente negam o problema.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

 

Depois que a polícia desmonta a versão da Monique Medeiros, suspeita de participação na morte do filho, ela passa a alegar que vivia um relacionamento abusivo com o namorado. Tenho ódio disso! Agora é assim, qualquer coisa e alguma mulher alega relação abusiva para pena das verdadeiras mulheres que sofrem realmente abusos.

sábado, 24 de abril de 2021

Jatos de combate sobrevoam a minha cidade. Prefiro o som dos patos.

Xereteiros

 

Quando eu penso que é apenas um caso em mil, descubro que há muitos adultos nascidos nos anos 1960 e 1970 bisbilhotando as conversas dos pais no WhatsApp, lendo emails... xeretando conversas às quais não foram chamados apenas com o intuito de matar a curiosidade. As novas gerações são mais adultas e respeitosas, menos sem educação.


Abril, 24