EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?
Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Nós somos campeões!
Em Belo Horizonte, em 2007, a professora da primeira série do Colégio Santo Agostinho, disse-me que o meu filho era burro. É claro que o inferno desabou naquele colégio porque eu não sou de levar desaforos e ignorâncias para casa, e, eu disse a ele que não acreditasse nela e no colégio, mas, sim, em mim. De lá para cá, meu filho colecionou prêmios nas escolas públicas americanas. Um dos últimos foi o maior prêmio em língua inglesa da escola dele, no que seria nosso científico, mas Inglês é a sua segunda língua e a primeira de seus colegas...
Hoje, comemoro novamente. Again, again, again! A Universidade da Califórnia o inscreveu no dificílimo e disputado programa de honra dela e ele conseguiu: ganhou do Sr. Presidente bolsa integral para cursar a faculdade.
Naqueles áridos e sofridos dias em Belo Horizonte nós cantamos, entristecidos, no entorno daquele colégio nojento, “We are the champions “, hoje, cantamos novamente, felizes e muito mais vitoriosos,
We are the champions!
Abril, 25
segunda-feira, 22 de abril de 2019
domingo, 21 de abril de 2019
sábado, 20 de abril de 2019
Eu não sigo, mas acompanho algumas pessoas que sorriem triste, que sorriem plasticamente, que sorriem pouco, que nunca sorriem apesar das quinhentas fotos nas redes sociais, que sorriem timidamente, que sorriem unicamente com os dentes, eu vejo pessoas forçosas, disfarçadas. Eu vejo pessoas tristes vendendo sorrisos feios.
Abril, 20
Eu queria que todos os sorrisos fossem assim:
Eu queria que todos os sorrisos fossem assim:
sexta-feira, 19 de abril de 2019
quarta-feira, 17 de abril de 2019
A pessoa é forte devido a um conjunto de fatores que podem ser elencados ou não, trata-se de um conjunto que tem suas variantes, claro, mas é um conjunto que a move: o enigma do espírito, da alma que a ciência não explica, a genética, o berço sócio-econômico, a família, os amigos, a boa sorte na caminhada, o incessante esforço, a fé, a saúde, o país de origem... Eu sei. E detesto comparações e detesto também conjugar verbos no tempo subjuntivo. Então, sabendo do exposto, digo que a pessoa é forte e ponto. É forte e merece ser feliz e se esforça para isso enquanto os fracos resmungam assim como faziam há dez, vinte, trinta anos... E isso cansa. Então, escrevo para você que é fraco. Faz alguma coisa! O mundo mudou tanto, há tantos recursos, toma remédio alopata, se não gosta, tenta a homeopatia, tenta os florais, faz ioga, caminha na rua, na praia, é de graça, ou suba as escadas e dispensa elevadores, se não tem tempo ou não pode pagar uma academia. Para de alegar motivos para não ser feliz, não ter o corpo que quer, o parceiro que deseja, a vida que gostaria de ter. Você só faz o que quer! Então, faz mais e deixa quem é forte ser feliz em paz. Para de incomodar, de cutucar, de infernizar e invejar. Assuma a sua existência! Faz igual aos americanos quando perguntados se estão bem, responda simplesmente que está bem, "I am fine". Tenha certeza disso, eles não querem ouvir um resumo das suas mazelas. Ninguém quer, nem a sua mãe e nem a sua tia de criação, nem a babá velha, nem o padre. Ninguém realmente quer porque cansa. Breves desabafos são aceitos e até queridos, mas não faz disso uma rotina.
Para de falar se fosse eu, se fosse comigo, quando eu era assim ou assado. Você não percebe que a vida muda, seu trabalho, seu parceiro ou parceira, sua conta bancária, muda tudo e você permanece o mesmo? Não percebe? Quem é realmente o vampiro de energias? Quem se sustenta através da boa e trabalhada energia do outro? Quem só reclama e tem soluções para a vida de todos, mas nunca para a sua própria?
Convivo com pessoas muito cansadas que acordam muito cedo e cumprem várias jornadas sem reclamações... sabe por quê? Porque quem está muito ocupado não tem tempo. O tempo que lhe sobra é para deitar e dormir.
Pensa antes de falar, antes de atirar a pedra, morda a sua própria língua, deixa-a sangrando dentro da boca, mas luta para ser forte. Repito o que já disse há anos, a vida não é um passeio singelo pelos campos.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Na igreja ouvi um som antigo, da casa da minha avó, da casa da minha mãe: batedeira de bolo e enceradeiras ligadas porque era dia de festa e em dia de festa começava-se tudo bem cedo. A igreja totalmente vazia, alguém deveria estar trabalhando em algo que eu não saberia dizer o quê, mas eu estava lá para agradecer ou pedir, ou listar algumas reclamações, não sabia bem ao certo, só sei que aquele som vindo de longe, provavelmente da casa comunitária, cortou o embalo que tomei quando cortei três bairros para chegar lá e eu me abstraí. Fui para bem longe, para o sul das Américas, para um tempo outro onde eu não sabia que existia maldade. A movimentação das mulheres naquelas casas, seus passos, aqueles cheiros todos que anunciavam festa...
Dei por encerrada a minha visita à igreja. As respostas se fazem à medida que queremos recebê-las. Embora tudo.
Abril, 15
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