EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?

Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020


sábado, 16 de março de 2024

Sejamos felizes hoje porque o amanhã é um mistério. Aproveita hoje, vive hoje, amanhã pode ser tarde, um pássaro que rasgou o céu.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Se meu destino tivesse sido a minha vontade, eu seria hoje sócia numa lojinha de material de construção no subúrbio de Belo Horizonte. Muita gente talvez fosse feliz e realizado nessa lojinha, mas eu com certeza não. Eu sempre quis muito mais que pequenos voos, eu queria aspirar a existência, abrir a boca e engoli-la. Com R isso foi fácil. 

sexta-feira, 1 de março de 2024

Março


Pela primeira vez em quinze anos estou no Brasil em março  -  cheguei em fevereiro, 14. Minha vó materna nasceu em março e também suas três filhas. Vim para cuidar da minha mãe em dois procedimentos médicos e um deles já aconteceu. No meio disso, comemoraremos, 77, 91 e 97 anos. A irmã da minha vó viveu 102 anos, e essa é a meta das mulheres da família. Não quero viver tanto, mas eu acho linda essa lúcida longevidade.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

"Quando enfim compreendemos que cada um pertence a si próprio, fica mais fácil viver."
Livia Garcia-Roza.

sábado, 20 de janeiro de 2024

15 anos morando nos EUA.

20 de janeiro de 2024.

Há 15 anos, meus filhos e eu chegamos nos Estados Unidos da América do Norte, nome pomposo... e eu sou feliz por isso, deixei uma vida construída para trás e todas as minhas seguranças. E, principalmente, ganhei a segurança pública que eu não tinha mais no Brasil. Pergunto-me se alguma vez eu me senti segura lá e respondo-me que sim, talvez até os meus quinze anos, talvez... não tenho certeza disso. No Brasil, meu nome era medo. As minhas seguranças eram a língua, minha família, alguns parentes e amigos, e meu diploma. 

Nunca me arrependi. Eu faria tudo novamente.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Pessoas muito inteligentes, aquelas que saem da média, podem ser vistas como problema para certos recrutadores de certas empresas. O mundo finge que gosta de gente que pensa.