EU DISSE QUE GOSTAVA DE DIÁRIOS?

Fotografia, Suzana Guimarães
Data: Junho de 2020


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Perdão, Orelha.


Orelha, um cachorro comunitário de 10 anos de idade que vivia na Praia Brava, em Santa Catarina, Brasil, dócil, amigo de todos, cuidado por moradores, com casinha, comida e vacina foi torturado com requintes de crueldade por quatro adolescentes homens filhos de pessoas ricas e conhecidas na cidade. Agonizando, ele foi levado para uma clínica veterinária, que o submeteu à eutanásia. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

20 de janeiro de 2026, dezessete anos vivendo nos EUA.

Há exatamente uma semana, deixei o Brasil após trinta e nove dias de férias, reunião com a família e esforços domésticos. Há exatamente dezessete anos, cheguei aqui para morar.

Dezessete anos é muito tempo. Sinto-me estrangeira no Brasil embora tudo que tenho de amor pelo país. Não sou estrangeira na hora de andar nas calçadas, desviar de pedintes, pegar taxi, vigiar o tempo todo quando estou fora de casa, mas não reconheço marcas de comidas nos supermercados, não sei bem onde ir, não sei bem às vezes como falar - mudei a formação das frases, falo muito "sem problema" que é o "no problem"; "sim" - brasileiros respondem com verbos, "quero", "vou"... ao contrário dos americanos que dizem "yes".

Este ano, farei sessenta anos e trinta anos de casada, filhos criados, orgulho da coragem que tive, sensação de dever cumprido.

Este ano, vou fazer turismo perto de casa, passear mais vezes na minha cidade como se nunca a tivesse visto. É muito bom estar aqui, tenho menos ansiedade, tenho sossego.

A minha vida aqui nada tem a ver com os Estados Unidos dos noticiários. É aquela máxima, "você é o que dizem de você, o que você pensa de você e o que você realmente é". Digo isso do país e ele é o meu cotidiano, as ruas que passo, as pessoas que contacto, o trânsito, a fila no banco, as pessoas nos restaurantes, nas escolas e academias, no silêncio das ruas.

Dezessete anos aqui e posso e quero dizer, "next"! O pragmatismo americano é a minha cara.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Casa

Onde é nossa casa? Não foi a primeira vez que fiquei longo tempo fora, mas desta vez eu me desloquei internamente também. Foram 39 dias e já foi muito mais que isso, entretanto desta vez foi diferente. Parecia mar agitado, ondas incessantes, um calor danado, canseira danada, mas houve pássaros, bichos, cachoeiras, muita gente boa de se conhecer, muita risada, muita comida, definitivamente, parece que sair do Brasil é passar fome porque comida igual não existe. Foi um tempo de mergulhos segurando a leve mão da AL, tempo precioso, descobertas necessárias, aventura. Mão firme nos conduzia e protegia porque as coisas de Deus são dEle e de ninguém mais. Quando Deus acena e aponta o mundo se recolhe. A minha casa é onde posso andar segura, é lugar nenhum, é onde eu tiver que passar. 

sábado, 10 de janeiro de 2026

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

2025

2025, você foi duro comigo, mas eu fui mais. Querido ano, não o odeio, aplaudo nós dois, apostamos em coisas além do país das maravilhas, firmamos o grande olho, não nos desmanchamos por aí. I will not forget you. Next!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025